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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Santa Cruz do Capibaribe ganha hotel para hóspedes com requinte e bom gosto

Em meio a urbanidade de Santa Cruz do Capibaribe, o Santa Cruz Charm Hotel, surge como um ambiente aconchegante, confortável e para atender a uma clientela exigente e que busca o que é de mais moderno para sua estadia na Capital das Confecções. O Santa Cruz Charm Hotel é uma ótima opção de hospedagem para quem busca conforto e bem-estar, mesmo estando longe de casa, além de ser ideal para quem procura se hospedar e realizar negócios ou eventos na cidade.

De propriedade da empresária Maria Aparecida, o local foi planejado visando oferecer um ambiente arrojado para os clientes como representantes comerciais, palestrantes, consultores, enfim, todos que buscam em Santa Cruz um ambiente de negócios para desenvolver o seu trabalho e depois repousar com o conforto da sua casa. “Ao todo são 13 quartos, com cama de casal e solteiro. Temos hoje a oportunidade de ofertar o que há de mais moderno no ramo de hotelaria em Santa Cruz do Capibaribe e queremos ofertar o melhor serviço aos nossos clientes”, explicou.

O mais recente empreendimento de Santa Cruz do Capibaribe, o Santa Cruz Charm Hotel chega para abrir novos horizontes para o turismo de negócios, a fim de que o turista possa ser recebido com todo conforto necessário com o melhor preço e qualidade.

Serviço:
Santa Cruz Charm Hotel
Local: Avenida 29 de Dezembro, nº 527
Informações e Reservas: (81) 3731-7812

















Diário de Pernambuco destaca a força de Santa Cruz do Capibaribe no Polo de Confecções

 

Diário de Pernambuco - 14/01/2017
Santa Cruz é sinônimo de polo têxtil

Cidade do Agreste responde por 30% da produção no estado e tem marcas espalhadas pelo país

Santa Cruz do Capibaribe, cidade onde nasceu a feira da sulanca, vive o auge da sua influência no cenário de confecções brasileiro. As marcas locais se espalharam pelo país, principalmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O que pouca gente sabe, até mesmo entre os pernambucanos, é que, sozinha, Santa Cruz responde por 30% de tudo o que é produzido no Polo Têxtil de Pernambuco, o que representa RS 2,4 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.


Considerando que o nosso polo é o segundo maior do país, perdendo apenas para São Paulo, é fácil chegar à conclusão de que Santa Cruz do Capibaribe é a maior cidade produtora de confecções em malha de todo Norte e Nordeste brasileiro e caminha para chegar, em 2020, à maior produção de malha do Brasil, segundo dados da própria prefeitura. Nem a seca afeta a produção local, já que a maioria das fábricas de Santa Cruz não depende de água para lavagem do jeans, como a vizinha Toritama. A cidade é quase um oásis produtivo em meio ao deserto do Agreste pernambucano. Até a feira da sulanca, que ficou conhecida em todo o país, foi a primeira a se modernizar. Há dez anos se transformou no Moda Center Santa Cruz, hoje, o maior centro atacadista de confecções do Brasil. Uma em cada cinco cidades pernambucanas possui empreendedores no espaço, que reúne 11 mil boxes, de 54 localidades produtoras. A gestão é feita pelos próprios feirantes, com recursos do pagamento de taxas mensais.

Em sua trajetória, o Moda Center vem registrando um aumento de 10% nas vendas por ano. Índice repetido no ano passado e uma estimativa de crescimento entre 8% e 10% este ano também, independentemente da retração econômica. O espaço já recebeu, inclusive, mais de 140 mil pessoas espalhadas em 120 mil metros quadrados de área construída em apenas dois dias de feira. Ao todo, são 150 mil empregos diretos gerados no local. Agora, a feira e suas principais marcas olham para o futuro e encaram a crise econômica com investimentos e inovação.

“Já dominamos o mercado C, D e E. Em 2017, queremos consolidar nossa atuação no mercado B e, para isso, precisamos de formalização, automação e profissionalização das empresas locais. Estes são os maiores desafios de Santa Cruz e de todas as cidades do polo têxtil”, afirma Allan Carneiro, síndico do espaço. Segundo ele, a formalização está sendo agilizada com a sala do empreendedor, montada em parceria com o Sebrae dentro do shopping. “Em três anos, já tivemos mais de 1,2 mil inscrições na categoria microempreendedor individual.” Apesar disso, grande parte dos comerciantes de Santa Cruz continua na ilegalidade. O que desfavorece o crescimento das marcas pois, com a formalização, as empresas conseguem recursos para investir no negócio, em linhas de crédito do Banco do Nordeste e do BNDES, e contratar mão de obra qualificada. Vale ressaltar que quase 80% de toda a mão de obra capacitada recebe treinamento na escola do Senai no município.

Já a automação, o desafio número dois, precisa de investimentos dos empreendedores locais em máquinas e softwares e mão de obra especializada. E tudo isso depende muito da formalização, uma vez que os investimentos são altos e, para tal, os empresários precisam de crédito. Por fim, Santa Cruz enfrenta ainda a necessidade de profissionalizar as fábricas, para atender com produtos adequados a uma exigente classe B e encarar o aumento nas vendas do varejo, que chega a 30% da produção. “Acreditamos que a tendência do Moda Center é vender mais para o consumidor final, continuando também com seus clientes de atacado”, diz Allan Carneiro. “Com a crise, as pessoas estão correndo atrás de preços baixos para manter o consumo e é justamente isso que oferecemos”, reforça.

Rota do Mar de olho no Nordeste

Com uma produção de 130 mil peças por mês, comercialização em todos os estados brasileiros e vendas expressivas em Portugal, Panamá e África do Sul, não dá para imaginar que a trajetória da Rota do Mar começou com a venda de picolés. Esse foi o primeiro “empreendimento” de Arnaldo Xavier, ainda criança, criador e presidente da marca. Hoje, a Rota emprega 800 pessoas, tem uma fábrica de 22 mil metros quadrados, seis outras unidades produtivas, cinco grandes lojas em Santa Cruz. do Capibaribe, Toritama e Caruaru e deverá iniciar no próximo ano um plano ambicioso de abrir mais 30 unidades em todo o Nordeste até 2022.

“Queremos ampliar nossa atuação no varejo e chegar a locais onde já temos uma grande demanda, como a Paraíba. Ao mesmo tempo, chegar também onde nunca estivemos e, por isso, devemos iniciar nossas vendas online em 2017”, revela Xavier. O site já está pronto e foi resultado de um investimento de RS 300 mil. Será um dos primeiros projetos, nesta escala, de comércio digital de todo o polo. Os planos são reflexo de investimentos realizados no ano passado. Em 2016, a Rota aportou mais de RS 3,5 milhões em tecnologia e maquinário.

Para Xavier, porém, isso não é o bastante. O empresário quer mais. Ainda neste mês, deve começar a montar sua própria fábrica de energia solar, com um investimento de RS 500 mil deverá suprir a necessidade do setor de estamparia da indústria. “Este ano (2016), vamos fechar sem perdas, mas sem crescimento. É uma boa marca. E, com estes investimentos, estamos garantindo o crescimento de 2017. Pelo menos, 10%”, completa.

A qualidade de visionário Arnaldo Xavier já provou que tem. Ainda em seu início, após vender picolé e ajudar a mãe na confecção dela, aos 19 anos ele costurou uma bermuda para si próprio. Satisfeito com a peça, se juntou à sua mãe para confeccionar mais roupas. Ela fazia a parte feminina e ele, a masculina. O negócio foi crescendo e percebeu que o estacionamento dos clientes da antiga Feira da Sulanca, na cidade, chegava cada vez mais perto da casa da sua mãe. “Foi quando eu propus para ela transformarmos a sala em uma loja. Duas semanas depois, os ônibus de turistas já estavam parando na nossa porta. Éramos o primeiro negócio que eles viam e, em pouco tempo, a casa toda estava ocupada por nosso estoque”, relata.

A marca Rota do Mar só surgiu em 1996 e, com esse nome, o empresário definiu o perfil da empresa: roupas para o clima ensolarado de Pernambuco e com um toque de praia. Nestes 20 anos, porém, nem tudo foram flores. “Já quebrei duas vezes. Mas posso afirmar que o bom empreendedor é resiliente.” Hoje, a Rota do Mar, responsável por cerca de 20, de toda a produção de Santa Cruz do Capibaribe.


Descoberta do mercado infantil

Diário de Pernambuco - 14/01/2017
Com peças entre R$ 8,90 e R$ 29,90, a Zuzinha Kids, criada em 1998, começou nos fundos de uma casa comum do centro de Santa Cruz, quando o pai de Allan Carneiro trocou a produção de redes pelas confecções. Allan ajudava costurando, quando chegava da escola. Foi quando ele percebeu que ninguém estava fazendo moda infantil na cidade de forma especializada e nasceu aí a ideia de um negócio neste perfil. Hoje, a marca tem 30 funcionários e 30 colaboradores terceirizados, toda a produção é informatizada e o resultado são mais de 20 mil peças por mês entre bermudas, camisas e shorts infantis. Há clientes em todos os estados do Nordeste e em São Paulo e, no futuro, destinos internacionais como Cabo Verde já estão na programação.

“Acho que, para crescer fora do país temos que atender muito bem o mercado daqui. Queremos a produção cada vez mais automatizada, queremos eficiência no uso dos materiais e também estamos trabalhando as formas de comercialização para atender melhor nosso cliente que vem aqui. Depois disso, podemos pensar em exportar”, reforça Allan. Ele ressalta ainda que as peças mais vendidas são camisas polos, camisas simples, moletons, bermudas e calçados, nesta ordem. “A roupa infantil tem um diferencial que é a exigência por conforto máximo. Por isso, o tecido, a modelagem, o desenho e as costuras recebem tratamento especial para não agredir o corpo das crianças. Esse cuidado, faz a diferença. Só trabalhamos, por exemplo, com 100% algodão e tudo passa por uma vistoria completa no final”, completa.

Em 2017, a marca pretende ampliar a produção e trabalhar com novos canais de venda. “O maior desafio da roupa infantil é que temos por obrigação agradar a criança e a mãe, então também devemos reforçar nosso time interno e ampliar nossa carteia de produtos. As peças infantis têm que ser lúdicas e a mãe tem que achar vantagem. Acho que a produção de Santa Cruz agrega muito a esse mercado, porque é algo que as pessoas podem investir o dinheiro, que é barato. Criança muda muito de tamanho e perde muita roupa, então o preço faz a diferença da escolha”, explica o empresário.

Allan revela ainda que, este ano, investiu R$ 350 mil em máquinas novas, buscando sempre modernizar a fábrica. “Automatizando a produção, o que também é um desafio para o polo, a gente diminui os erros e, consequentemente, o desperdício”, completa. Ele reforça, contudo, que, apesar de ser o coração do Polo Têxtil de Pernambuco, falta mão de obra qualificada em Santa Cruz. “Hoje, o que nos salva é a escola do Senai. Os meninos aprendem a mexer nos programas mais modernos, a trabalhar com softwares de desenho. A profissionalização nos poupa tempo e dinheiro e todo o polo precisa disso para melhorar a produção.”

Conheça o Polo em Santa Cruz

CURIOSIDADES

A primeira produção de Santa Cruz do Capibaribe foi de alpercatas e colchas com retalhos de tecido, em 1930;

As confecções da cidade começaram quase por acaso, quando um fabricante de colchas recebeu retalhos maiores que vinham, na época (1930) do Recife, Olinda e Camaragibe. Ele resolveu fazer shorts dos retalhos e deu início à primeira produção de roupas da cidade;

O termo sulanca foi criado na cidade de Santa Cruz do Capibaribe para identificar as peças produzidas com helanca vinda do Sul do país (Sul + helanca = sulanca), maioria nas fábricas de confecções, em 1950;

As chamadas feiras da sulanca tiveram início também em Santa Cruz, em 1960, quando as ruas Siqueira Campos e Avenida João Francisco Aragão começaram a abrigar bancos de madeira com peças de fabricantes locais. O nome na época, era de Feira de Capibaribe.

NÚMEROS 
O Brasil 
é o 5º maior produtor de têxtil do mundo, perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão;

O Polo Têxtil de Pernambuco é o segundo maior do país, perdendo apenas para o Polo Têxtil de São Paulo;

Todas as 187 cidades do estado produzem e comercializam no polo;

O Polo arrecada U$ 8 bilhões por ano, agrega 32 mil unidades produtivas e recebe até oito milhões de visitantes por ano;

O Agreste pernambucano corresponde a 77% da produção de todo o polo sendo: 38,1% de Santa Cruz do Capibaribe, 24,1% de Caruaru e 14,8% de Toritama;

Os principais estilos comercializados são moda praia, fitness, bike, jeans, social, feminina, masculina, vestidos de noiva, enxovais, cama, mesa, banho, plus size, surf wear, moda íntima e infantil.

De carona no nome e na moda

Um erro de etiqueta deu à marca Camboriú, uma das mais vendidas do Polo Têxtil de Pernambuco, o nome que tem hoje. A encomenda era para Verão e Cia e a fabriqueta de etiquetas só tinha Camboriú no dia da entrega. O nome ficou e pegou. A ideia de fabricar moda praia começou em 1993, quando Edjane Araújo, que era secretária, e seu marido, José Cláudio Barbosa de Araújo, que já trabalhava com tecidos, mudaram-se de Afogados da Ingazeira para Santa Cruz do Capibaribe. Lá, envolveram-se com as confecções, como praticamente todos da cidade.

Hoje, a Camboriú vende para todo o Brasil, foi uma das pioneiras do polo em vendas online, produz cerca de 35 mil peças por mês, tem 80 funcionários e foi a primeira marca do estado a se especializar em “moda bike”, para ciclistas, e apresentar coleções com este tema. Além de tudo, a marca também trabalha com franquias, sendo uma das únicas do polo a entrar neste modelo de negócio.

“Começamos fazendo moda infantil, lingerie, moda feminina. Eu era auxiliar de produção. Aí fabricamos pela primeira vez sungas. A demanda foi grande, porque estava perto do verão e resolvemos focar em moda praia e fitness’’, resume Edjane. A ampliação do mercado e a elevação do desenho das peças foi fruto de um quadro montado a muito custo e no decorrer de vários anos. “Quando começamos, a mão de obra era primária, as pessoas faziam o básico. Hoje, temos um designer e um estilista e, ainda assim, sempre estamos buscando pessoas formadas junto ao Senai ou que tenham algum curso técnico feito em outras cidades”, revela.

Uma prova dos bons resultados dessa preocupação com o time é a aceitação da marca no Brasil, com vendas expressivas na Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Paraíba, Maranhão e forte presença no Rio de Janeiro, estado onde biquíni é quase cartão-postal. Para conquistar mais vendas no Sudeste e Sul do país, recentemente a Camboriú lançou uma loja online, que está em formato soft open (ainda sendo testada) e foi resultado de um investimento de R$ 15 mil. A marca também investiu mais R$ 15 mil em novas máquinas no ano passado, uma preparação para crescer em 2017. “Não vamos crescer e nem ter perdas em 2016, mas estamos positivos quanto aos próximos anos. A reação vai ser lenta, mas vai acontecer e queremos estar preparados”. Camboriú tem lojas físicas em Caruaru e Santa Cruz e começa, a trabalhar com franquias.

Força no atacado de confecções para público C, D e E

Com uma das maiores produções de malhas do Nordeste, a Joggofi nasceu no início da década de 1990, quando José Gomes Filho (Jo Ggo Fi), que era do interior de São Bento-PB, chegou a Santa Cruz. Antes, ele trabalhava como contínuo em um banco, mas percebeu potencial para confecções assim que chegou na nova cidade e logo envolveu toda a família no trabalho. Eram calcinhas, bermudas, blusas e camisas.

Hoje, a produção da empresa chega a 110 mil peças por mês, as calcinhas saíram da carteia de vendas e deram lugar a camisetas, vestidos e regatas, tudo de malha. Agora, a marca abastece todos os nove estados do Nordeste com produtos voltados ao público C. D e E. A fábrica atual tem mais de mil metros quadrados e 60 funcionários. Uma nova unidade fabril já está a caminho com cinco mil metros quadrados. A fábrica nova irá abrir 200 vagas de trabalho e aumentará a produção da empresa em 100%. Ainda este ano, a Joggofi projeta seu próprio parque de energia solar. O forte da Joggofi ainda é o atacado, sendo este o destino de 99% da produção, que é revendida em toda a região.

Monnika Marikinha, filha do criador da Joggofi, diretora operacional da marca, é um exemplo de como o polo está tentando se profissionalizar. Ela aposta em continuar o legado da família e está se preparando para isso. “Não é só ir todos os dias para a fábrica. Tem que saber costurar, entender todas as etapas da produção e distribuição e ainda se preparar formalmente e continuar com os treinamentos”.
A diretora ressalta também que as redes sociais são o novo campo de expansão do polo. “A gente tem vendido massivamente através do WhatsApp. Os clientes querem todo dia foto de roupa nova, então essa tecnologia está mudando as operações dentro das empresas daqui. Lançar coleção, por exemplo, está ficando ultrapassado porque, no WhatsApp, todos os dias podem ser mostrados modelos novos. É uma nova fase para todo o polo têxtil.”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Cartilha vai orientar empregadores e empregados do setor produtivo

Fonte: Agência Brasil

O Ministério do Trabalho deve lançar nos próximos meses uma cartilha de orientações trabalhistas para empregadores e empregados do setor produtivo. O objetivo é tirar dúvidas sobre os direitos dos trabalhadores e esclarecer as características de cada tipo de contrato de trabalho, a fim de evitar problemas relacionados à segurança e fiscalização.

A criação da cartilha foi decidida após um pedido do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que recebeu queixas de empresários sobre a interpretação das leis trabalhistas. A iniciativa pretende conciliar os interesses dos setores social e produtivo e resolver questões polêmicas nas relações entre empregados e empregadores.

É a primeira vez que o ministério elabora cartilha dessa natureza. O documento deve ser divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano e será disponibilizado nas versões impressa e online para estabelecimentos industriais e comerciais.

Pagamento em cartão amplia possibilidade de venda nos pequenos negócios

Fonte: Agência SEBRAE


A aceitação dos cartões de débito e crédito é realidade em apenas 39% das micro e pequenas empresas. O número é de uma pesquisa inédita realizada pelo Sebrae. Entre os empreendedores que aceitam crédito e/ou débito como pagamento os resultados são positivos, com aumento da satisfação dos clientes para 71% dos entrevistados, crescimento de vendas para 57% e aumento do faturamento para 55%. 

“Os pequenos negócios que se organizam para operar com as máquinas de cartão levam vantagem e têm mais chance não apenas de sobreviver, mas também de crescer em plena crise”, observa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. 

O estudo apontou que, geralmente, quanto maior o porte do pequeno negócio, mais comum é o uso das maquininhas. Os cartões de débito e/ou crédito são aceitos em 65% das empresas de pequeno porte – que faturam até R$ 3,6 milhões por ano – e por somente 28% dos microempreendedores individuais (MEI). Já o recurso da antecipação do recebimento das vendas é usado constantemente por 28% dos empreendedores e, nesse caso, predominam os MEI. 

Entre os empresários que não usam máquina de cartão, 79% apontam preferir outras formas de recebimento e 55% relatam estar com baixo volume de vendas. Eles mudariam de ideia caso houvesse um equipamento que aceitasse todos os cartões (76%), se recebessem o valor das vendas em um prazo menor (73%) e se fossem reduzidos os custos de compra, aluguel ou manutenção e as taxas de descontos e antecipação, alternativas citadas por 70% deles.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CDL realiza entrega de moto da Campanha Natal Show 2017

A entrega da moto 0km da Campanha Natal Show da CDL de Santa Cruz do Capibaribe aconteceu na manhã dessa sexta-feira (13). O ganhador, Tiago Lima Santos, recebeu das mãos do presidente da CDL, Valdir Oliveira e das mãos do empresário da Quero Sandálias, Iromar Alves, a chave da moto.


Para Tiago, o prêmio chegou em boa hora. “Iniciar 2017 assim, para mim é muito gratificante, porque eu sempre gosto de valorizar o que é nosso, comprar em Santa Cruz do Capibaribe para valorizar o nosso comércio e atrelado a isso, fui contemplado com essa moto, estou muito feliz”, disse o ganhador.

Da série: Colaborador CDL


Para 58% dos empresários de varejo e serviços, 2017 será um ano melhor na economia

Fonte: Ascom SPC Brasil e CNDL

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com empresários do varejo e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que ao menos parte dos entrevistados está otimista com relação às expectativas para 2017: para 58,4% a economia será melhor neste ano do que em 2016.

Apenas 8,4% acreditam que a conjuntura econômica ficará pior e, entre estes, 39,7% afirmam que uma das principais consequências será a dificuldade em economizar e fazer reserva financeira ou capital de giro. 32,4% afirmam que farão menos compras e outros 32,4% vão deixar de comprar coisas que a empresa não precisa porque terão menos dinheiro e 26,5% acreditam que será mais difícil manter as contas em dia.

Para superar os problemas decorrentes da crise econômica do país que persistirem em 2017, 28,7% das empresas pretendem pagar mais coisas à vista, 25,5% farão pesquisas de preço e 24,1% irão negociar e pedir mais descontos na hora das compras. Na lista dos problemas mais importantes para serem resolvidos em 2017 na opinião dos empresários se destacam: crise econômica (61,9%), corrupção (60,5%), violência (51,6%) e inflação (47,8%).

Mesmo com a maioria acreditando que o ano será melhor do que o anterior, ainda há 36,7% que temem que o país não consiga sair da crise. Esse é o temor mais citado pelos entrevistados. Em seguida, aparece o medo de ter que fechar a empresa (18,6%), ser vítima de algum tipo de violência (15,6%) e não conseguir pagar as dívidas (13,5%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, é importante ter em vista que mesmo no cenário mais otimista, a superação do quadro econômico será um processo lento. “Isso, no entanto, não significa que ninguém possa crescer. Há empresas que mesmo na crise conseguem avançar. Isso depende fundamentalmente do setor, mas também de atitudes que podem estar ao alcance do empresário. O momento exige que todas as decisões tomadas no âmbito da empresa sejam muito informadas, com a devida avaliação dos riscos envolvidos”, afirma Pinheiro.

Um terço dos empresários pretende ampliar seus negócios em 2017

Em relação à própria empresa, 58,4% dos entrevistados estão animados para concretizar seus projetos e 27,4% estão sem expectativas, positivas ou negativas. Há ainda 8,8% que se dizem desanimados com tudo. Para 2017, 29,1% dos empresários afirmam não ter algum projeto específico, mas têm a esperança de que coisas boas acontecerão. Cerca de 27,6% pretendem ampliar o negócio e 20,9% lançar novos produtos ou serviços.

Questionados sobre suas intenções para este novo ano, 17,0% afirmaram que comprarão equipamentos, 9,2% pretendem fazer aplicações periódicas de investimentos, seja na poupança ou outras opções como renda fixa e CDB e 5,0% pretendem financiar um automóvel, seja carro ou moto.

Retrospectiva 2016: vendas ruins e aumento dos custos

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, os empresários avaliam 2016 como pior do que o ano anterior: para 62,3% dos empresários de varejo e serviços, ao longo de 2016 as condições gerais da economia pioraram na comparação com 2015, enquanto 26,3% opinaram que as condições nem melhoraram nem pioraram e apenas 9,4% notaram alguma melhora.

Quanto à situação financeira da própria empresa, 48,3% acha que piorou e 14,7% afirmam que a situação melhorou. Entre estes, os principais motivos citados foram o aumento do volume de vendas (48,8%) e o aumento da carteira de clientes (37,2%).

Já entre as empresas que afirmam que a situação da empresa piorou, os principais motivos foram os resultados ruins das vendas (63,5%) e o aumento dos custos, que resultaram em diminuição da margem de lucro para não perder vendas (29,0%).

Seis em cada dez empresários (60,2%) conseguiram manter as contas em dia em 2016, mas 22,1% ficaram com muitos compromissos no vermelho, 17,3% tiveram que reduzir o mix de serviços e produtos e 6,4% acabaram sendo registradas em órgãos de proteção ao crédito. O levantamento mostra uma redução de nove pontos percentuais no número de empresas que conseguiram fazer uma reserva financeira entre 2015 e 2016, que passou de 20,9% para 11,6%.

“Mesmo que o Brasil ainda esteja no meio de uma crise econômica nesse começo de 2017, uma quantidade considerável de empresários está relativamente confiante com relação aos seus negócios. Isso é explicável pelo fato de que muitos deles acreditam que uma gestão eficiente de seu próprio negócio, com ajuste de estoques e do portfólio de produtos, além de criatividade, pode ajudá-los a enfrentar e driblar as dificuldades impostas pelo fraco ambiente econômico”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

48% das empresas fizeram cortes ou ajustes no orçamento em 2016

Seis em cada dez empresários (59,6%) acreditam que as demais empresas de seu segmento estão em condições semelhantes à sua. Quase a metade (48,1%) das empresas teve que fazer cortes ou ajustes no orçamento de 2016 e entre as principais medidas tomadas estão a demissão de funcionários (59,2%), corte na conta de telefone fixo ou celular (34,9%) e na conta de luz e/ou água (26,8%).

Entre as empresas que tiveram que demitir, a média foi de 2,5 funcionários. Outros 6% afirmam que ainda terão que demitir funcionários em 2017 e 18% ainda não se decidiram. Para realizar as atividades da empresa com uma quantidade menor de funcionários, 26,3% das empresas redistribuíram as atividades entre os outros membros da equipe. 25,0% afirmaram que houve redução da demanda de trabalho, e que não foi necessário redistribuir.

28% dos empresários adiaram os planos que tinham em 2016

Apenas 16,7% dos empresários conseguiram realizar todos os planos que tinham para 2016 e 27,4% realizaram parcialmente. Porém, 15,0% afirmam ter adiado os planos para 2017 e outros 12,8% por tempo indeterminado. Entre os projetos que as empresas conseguiram realizar, o ranking permaneceu igual ao da pesquisa de 2015: a compra de equipamentos (29,6%), o pagamento de dívidas (27,1%), o aumento das vendas (21,8%) e a realização de uma grande reforma (20,4%).

Entre os projetos que as empresas não conseguiram realizar, os destaques são não ter conseguido aumentar as vendas (38,4%), fazer uma grande reforma (30,0%), comprar equipamentos (21,2%) e ampliar a equipe de funcionários (17,2%). Os motivos alegados pelas empresas que não conseguiram realizar seus planos foram falta de recursos financeiros próprios (33,6%), a insegurança em gastar dinheiro e acabar não conseguindo pagar (30,7%) e o preço das coisas (22,1%) e dos juros de financiamentos (20,1%) terem ficado muito altos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CDL realiza sorteio da Campanha do Natal Show

Momento do sorteio, na sede da CDL, sob a presença do presidente da entidade, Valdir Oliveira, e do 
A Campanha Natal Show da CDL Santa Cruz do Capibaribe foi finalizada na tarde desta quarta-feira (11), com a realização do sorteio. Foram sorteados 10 mil reais em vales compras e uma moto 0km. A moto foi sorteada na sede da CDL e os vales compras foram todos sorteados nas lojas participantes, a fim de gerar visibilidade para as empresas que aderiram à campanha.

Cupom sorteado para a moto 0km
Vários ganhadores já estão recebendo seus prêmios. O ganhador da moto mora aqui mesmo em Santa Cruz do Capibaribe, Tiago Lima Santos, ele que mora no Bairro Malaquias. Na oportunidade a executiva da CDL, Katyane Amaral, entrou em contato, deu a notícia ao ganhador, que está viajando e vai receber a moto na próxima semana.


Diretores da CDL
Confira abaixo alguns dos sorteios e ganhadores que já estão recebendo seus vales compras.


Isac Aragão representa CDL e Sindilojas em confraternização da ACIETAQ

A confraternização da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Taquaritinga do Norte – ACIETAQ, aconteceu na noite desta quarta-feira (11), onde na oportunidade o presidente da associação, Adriano Araújo, juntamente com sua diretoria, apresentou os resultados positivos da ACEITAQ em menos de um ano institucionalizada no município. Articulação empresarial para compra de motos para a Rocam, fortalecimento do comércio local e reconhecimento das empresas associadas foram os destaques da cerimônia, que contou com a participação de autoridades, empresários e convidados, a exemplo do senhor Isac Aragão, ele que é presidente do Sindilojas e foi um dos fundadores da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Santa Cruz do Capibaribe.


O convite para a CDL, partiu do princípio da parceria instituída junto a ACIETAQ, associação a qual a CDL tem o prazer de apadrinhar e contribuir para o seu sucesso. Em sua fala, Isac Aragão falou sobre a importância do associativismo. “Sozinhos nós não chegaremos a lugar algum. Juntos e unidos somos fortes e poderemos fazer valer o poder do associativismo, pois nos agregamos em favor do bem comum. Quero parabenizar a todos os diretores da ACIETAQ em nome do presidente Adriano e dizer que vocês podem contar conosco da CDL para grandes parcerias”, frisou.

Além do ex-presidente da CDL, Isac Aragão, participaram do evento, a diretora jurídica, Madellon Leite, e a professora e consultora, Virgínia Vasconcelos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Parabéns

Quem esteve comemorando idade nova esta semana foi o colaborador da CDL, José Izac, ele que atua como Autoridade Certificadora na entidade. Izac é um colaborador atento, amigo e comprometido. A ele, todos os votos de saúde e muita paz, é o que deseja todos os seus colegas de trabalho, além dos seus familiares e o presidente da CDL, Valdir Oliveira, que esteve na singela comemoração na tarde desta terça-feira (10), para felicitar nosso colega Isac pela passagem do seu aniversário.




Confira as vagas de emprego da Agência do Trabalho de Santa Cruz do Capibaribe

A Agência do Trabalho de Santa Cruz do Capibaribe 10 vagas de emprego para esta quarta-feira (11):

Ocupação
Escolaridade
Experiência
Vagas
Auxiliar de crédito
2º grau completo
6 meses
1
Cozinheiro
Não pede
6 meses
2
Costureiro
Não pede
6 meses
1
Empregado doméstico
Não pede
6 meses
1
Gerente administrativo
2º grau completo
6 meses
1
Gerente de produção
2º grau completo
6 meses
1
Propagandista de prod. farmacêuticos
Superior completo
6 meses
1
Operador de caixa
2º grau completo
6 meses
1
Modelista
2º grau completo
6 meses
1


A Agência do Trabalho de Santa Cruz do Capibaribe fica localizada na Rua Capitão Pedrosa, Nº 306, bairro de São Cristóvão. Telefone: 3759-8235.

Economia em 5 Minutos de 2017

Fonte: SPC Brasil

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Demissões crescem nos pequenos negócios

Fonte: Agência SEBRAE

As micro e pequenas empresas apresentaram um saldo negativo de geração de empregos no mês de novembro, quando foram encerrados 23,4 mil postos de trabalho. Apesar do resultado ruim, os pequenos negócios continuam demitindo menos que as grandes e médias empresas, que fecharam, no mesmo período, cerca de 88,8 mil vagas.

No penúltimo mês do ano, apenas o Comércio registrou saldo positivo. Os pequenos negócios geraram 44,8 mil empregos nesse setor, número três vezes superior ao das empresas de maior porte, que contrataram 14,1 mil trabalhadores. “Esse resultado positivo pode ser reflexo da expectativa de vendas para as festas de fim de ano”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Mesmo com um resultado negativo no acumulado, as micro e pequenas empresas apresentaram um número maior de contratações do que de demissões em quatro meses do ano. Já as médias e grandes tiveram saldo negativo durante todo o período mencionado.

Entre os meses de janeiro e novembro de 2016, foram encerradas 869,4 mil vagas, sendo aproximadamente 62 mil nos pequenos negócios, o que corresponde a 7% do total. As médias e grandes empresas fecharam 807,4 mil postos de trabalho.

Brasil teme ser desbancado pela “China da América do Sul”

Fonte: Portal Exame

Os brasileiros estão começando a mudar de opinião sobre a Eldorado dos negócios em sua vizinhança.

Os impostos, salários e custos gerais baixos estão dando asas à ambição do governo paraguaio de transformar o país na “China da América do Sul”: um polo industrial de baixo custo que atrai investimentos de toda a região.

O Brasil enfrenta sua pior recessão na história e por isso dezenas de empresas estabeleceram operações do outro lado da fronteira, criando milhares de empregos.

Bem acolhida pelo governo brasileiro em um primeiro momento, a migração de investimentos está atraindo cada vez mais críticas em meio ao desemprego recorde.

“Tem esse costume de brincar”, disse Murillo Onesti, do escritório OLN Advogados, de São Paulo, em referência à antiga reputação do Paraguai no Brasil por ser fonte de falsificações baratas.

“A China teve essa resistência no começo, mas hoje em dia o que está acontecendo? Vai se provar que com o Paraguai, pela questão dos impostos, você vai conseguir produzir produtos com mais qualidade com menor preço.”

Em vigor desde 2000, a “lei da maquila” do Paraguai busca replicar o sucesso das operações das chamadas empresas maquiladoras — ou plantas industriais — do México.

Os produtos podem ser importados isentos de impostos para montagem, depois vendidos localmente ou exportados com somente a parte do valor agregado tributada, a uma taxa de apenas 1 por cento.

Made in Paraguay

As empresas brasileiras começaram a investir seriamente em 2013, encorajadas inicialmente pela habilidade com as vendas do presidente paraguaio Horacio Cartes, e posteriormente pela necessidade de reduzir custos no ambiente empresarial do Brasil, que está piorando vertiginosamente.

“A crise ajudou”, disse Onesti, que oferece assessoria jurídica e estratégica a empresas brasileiras. “Os executivos estão procurando reduzir custos e aumentar a produtividade. O Paraguai oferece essa solução.”

Das 126 empresas que atualmente operam sob a lei da maquila, 80 abriram desde o início do mandato de Cartes, em agosto de 2013, segundo números do governo paraguaio. Essas empresas criaram mais de 11.000 empregos, sendo 6.700 nos últimos três anos.

Cerca de 80 por cento das empresas estrangeiras criadas sob a lei da maquila do Paraguai são de brasileiros, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Brasil.

Entre os grandes grupos que estabeleceram operações no país recentemente estão a empresa de moda Guararapes e a fabricante de brinquedos Estrela.

Não é difícil ver a atratividade. Segundo a CNI, os custos da energia são mais de 60 por cento inferiores no Paraguai, enquanto os custos com mão de obra são 100 por cento a 135 por cento superiores no Brasil.

Além disso, a capital do Paraguai, Assunção, fica mais perto de São Paulo, o coração industrial do Brasil, do que muitas capitais estaduais do país.

Mas nem todos estão entusiasmados. O senador Tasso Jereissati (PSDB) mostrou preocupação com o fato de os incentivos fiscais do Paraguai atraírem empresas têxteis e de vestuário de regiões menos desenvolvidas do Brasil.

Em resposta a essas preocupações, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil informou, em comunicado por e-mail, que estava “O MDIC busca trabalhar em uma estratégia para os investimentos brasileiros no Paraguai, porém sem incentivar a migração de empresas e empregos do Brasil para o país vizinho”.