terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aumento do Salário Mínimo impacta no consumo de vestuário

Em vigor desde o dia 01 de janeiro de 2012, o aumento do salário mínimo para R$ 622, um aumento real de R$ 77 (equivalente a 14,13%) proporciona mais renda, emprego e, de acordo com a presidenta Dilma Rousseff, mais “oportunidades e crescimento do País”.

Com o aumento, as famílias passarão a consumir mais e, consequentemente, viverão melhor. Serão quase 48 milhões de brasileiros diretamente beneficiados. Isso proporcionará um incremento de R$ 47 bilhões na economia, fazendo com que as indústrias aumentem a produção.

Além de serviços básicos como alimentação, a economia será mais movimentada no varejo, sobretudo, no setor de vestuário. Com isso, as indústrias têxteis receberão novos clientes.

De acordo com o presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Jr., a expectativa é de um aumento de 4% no consumo no próximo mês.

A coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas de Santa Cruz do Capibaribe (GEPS), Fabiana Ferreira, lembra que desde 2004, as Centrais Sindicais conseguiram uma valorização do salário mínimo, estabelecendo um aumento que venha a considerar o repasse da inflação do período entre as correções e o aumento real pela variação do PIB (Produto Interno Bruto).

Assim, o aumento de 14,13% no salário mínimo, descontando a inflação de 2011, representa um aumento real de 9,20% na renda dos brasileiros em 2012. Este percentual constitui o segundo melhor reajuste salarial dos últimos anos, ficando atrás apenas dos 13,04% registrados em 2006, conforme ilustrado no gráfico seguinte:

No Polo de Confecções de Pernambuco, mesmo com o aumento significativo dos salários, os produtores garantem que não repassarão os custos para os clientes. O GEPS, afirma que, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os brasileiros que receberão o aumento no salário exercerão um efeito significativo no consumo, principalmente nos setores alimentícios e o de bens de consumo semiduráveis, como calçados e vestuário.

André de Andrade, graduando em Administração e membro do Grupo de Estudos, afirma que durante pesquisa de mercado, em contato direto com os fabricantes, ficou claro o compromisso de não aumentar “o preço de seus produtos, pois a expectativa está voltada para a elevação das vendas”, ressaltando que "os mais beneficiados com o aumento do salário mínimo são os consumidores de artigos do vestuário, uma vez que os preços desses produtos tendem a se manter estáveis ampliando o poder de compra das pessoas", disse.

O GEPS enfatiza ainda que, sendo o Polo pernambucano o segundo maior do país, os produtores receberão novos clientes. São pessoas em busca de uma reforma no guarda-roupa e que acompanharão as tendências da moda, com peças baratas e com boa qualidade.

Respaldando a expectativa do presidente do Moda Center, a graduanda em design de Moda e membro do Grupo de Estudos, Morgana Leopoldino, ressalta que “a Doutora em Consumo, Ana Paula de Miranda, autora do livro Consumo de Moda, afirma que ‘ser consumidor é um dos papéis que o indivíduo desempenha na sociedade em busca, fundamentalmente, da expressão de si mesmo, visto que o setor de confecções é bastante dinâmico. o aumento do salário mínimo permitirá que os consumidores renovem o guarda-roupa, acompanhando as tendências da moda para que possam se expressar cada vez melhor", explicou Morgana.

Como o novo salário mínimo será repassado já em fevereiro, os consumidores encontrarão à sua disposição, no Polo de Confecções Pernambucano, todas as tendências do verão 2012, sempre com excelente qualidade e preço acessível.

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