Em vigor desde o dia 01 de janeiro de 2012, o
aumento do salário mínimo para R$ 622, um aumento real de R$ 77 (equivalente a
14,13%) proporciona mais renda, emprego e, de acordo com a presidenta Dilma
Rousseff, mais “oportunidades e crescimento do País”.
Com o aumento, as famílias passarão a
consumir mais e, consequentemente, viverão melhor. Serão quase 48 milhões de
brasileiros diretamente beneficiados. Isso proporcionará um incremento de R$ 47
bilhões na economia, fazendo com que as indústrias aumentem a produção.
Além de serviços básicos como alimentação, a
economia será mais movimentada no varejo, sobretudo, no setor de vestuário. Com
isso, as indústrias têxteis receberão novos clientes.
De acordo com o presidente da CNDL
(Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Jr., a
expectativa é de um aumento de 4% no consumo no próximo mês.
A coordenadora do Grupo de Estudos e
Pesquisas Socioeconômicas de Santa Cruz do Capibaribe (GEPS), Fabiana Ferreira,
lembra que desde 2004, as Centrais Sindicais conseguiram uma valorização do
salário mínimo, estabelecendo um aumento que venha a considerar o repasse da
inflação do período entre as correções e o aumento real pela variação do PIB
(Produto Interno Bruto).
Assim, o aumento de 14,13% no salário mínimo,
descontando a inflação de 2011, representa um aumento real de 9,20% na renda
dos brasileiros em 2012. Este percentual constitui o segundo melhor reajuste
salarial dos últimos anos, ficando atrás apenas dos 13,04% registrados em 2006,
conforme ilustrado no gráfico seguinte:
No Polo de Confecções de Pernambuco, mesmo com o aumento significativo dos salários, os produtores garantem que não repassarão os custos para os clientes. O GEPS, afirma que, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os brasileiros que receberão o aumento no salário exercerão um efeito significativo no consumo, principalmente nos setores alimentícios e o de bens de consumo semiduráveis, como calçados e vestuário.
André de Andrade, graduando em Administração
e membro do Grupo de Estudos, afirma que durante pesquisa de mercado, em
contato direto com os fabricantes, ficou claro o compromisso de não aumentar “o preço de seus produtos, pois a
expectativa está voltada para a elevação das vendas”, ressaltando que "os mais beneficiados com o aumento do
salário mínimo são os consumidores de artigos do vestuário, uma vez que os
preços desses produtos tendem a se manter estáveis ampliando o poder de compra
das pessoas", disse.
O GEPS enfatiza ainda que, sendo o Polo
pernambucano o segundo maior do país, os produtores receberão novos clientes.
São pessoas em busca de uma reforma no guarda-roupa e que acompanharão as
tendências da moda, com peças baratas e com boa qualidade.
Respaldando a expectativa do presidente do
Moda Center, a graduanda em design de Moda e membro do Grupo de Estudos,
Morgana Leopoldino, ressalta que “a
Doutora em Consumo, Ana Paula de Miranda, autora do livro Consumo de Moda, afirma
que ‘ser consumidor é um dos papéis que o indivíduo desempenha na sociedade em
busca, fundamentalmente, da expressão de si mesmo, visto que o setor de
confecções é bastante dinâmico. o aumento do salário mínimo permitirá que os
consumidores renovem o guarda-roupa, acompanhando as tendências da moda para
que possam se expressar cada vez melhor", explicou Morgana.
Como o novo salário mínimo será repassado já em
fevereiro, os consumidores encontrarão à sua disposição, no Polo de Confecções
Pernambucano, todas as tendências do verão 2012, sempre com excelente qualidade
e preço acessível.

0 comentários:
Postar um comentário